Os 46 trabalhos reunidos nesta mostra enfocam um entrelaçamento sem igual na história da arte de Santa Catarina: o artista e a cidade. A exposição, além das pinturas de Martinho de Haro, agrega um Bruggemann (1825–1894), um Eduardo Dias (1872–1945) e um Othon Friesz (1879-1949), todas integrantes da Coleção Collaço Paulo, pertencente ao casal Jeanine e Marcelo Collaço Paulo. Natural de São Joaquim, onde nasceu em 1907, Martinho passou a viver a partir de 1942 em Florianópolis, onde morreu em 1985. Para os curadores Francine Goudel e Ylmar Corrêa Neto, Martinho “revolucionou a representação da cidade, valorizou os costumes, o casario, o mar, o céu, as baías, as auroras e os ocasos, com cores suaves, enquadramentos cinematográficos, ângulos e motivos novos que resultam em uma potente imagem da Ilha de Santa Catarina”.